sexta-feira, 8 de julho de 2016

Camada de Ozônio

          Na última semana, um artigo foi postado na aclamada revista "Science" com o tópico da regeneração da camada de ozônio sobre a Antártida que andou acontecendo nas nas últimas décadas. Isso está fortemente relacionado com o Protocolo de Montreal, no qual foi instituído medidas que iriam banir os compostos orgânicos que causaram grande parte do dano, os CFC's ou clorofluorcarbonos. Neste post iremos explicar todo esse processo pelo lado químico por meio ilustrações didáticas e inéditas.
CFC: 
                Os Clorofluorcarbonetos, também comumente chamados de CFCs, são haletos orgânicos (apresentam halogênios ligados à cadeia carbônica) formados, como o próprio nome diz, por cloro, flúor e carbono. Na década de 70 foi descoberto o efeito nocivo que esses compostos tem ao serem usados na fabricação de refrigeradores, spray como desodorantes e até aparelhos condicionadores de ar. Mais especificamente, esses compostos, ao entrarem em contato com o ozônio (O3) reagem e o transformam em oxigênio (O2). Pelo O2 ser mais fraco que o O3, ele não é adequado para proteger a Terra de raios ultra-violeta,por exemplo, formando uma seção vulnerável na camada, um buraco.


          Assim, os átomos de cloro, ClO resultante, irá continuar a reagir com os átomos de oxigênio disponíveis, repetindo esse processo. Um só átomo pode resultar na degradação de cerca de um milhão de moléculas de ozônio.

PROTOCOLO DE MONTREAL:
                Em 1987, foi criado o Protocolo de Montreal na Convenção de Viena, que buscava formalizar um acordo em prol )da proteção da camada. Ele pretendia banir a futura propagação de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDO's), obrigando os países participantes a reduzir a produção e consumo de SDO's até a sua erradicação. O Brasil é uma das duas centenas de nações envolvidas no protocolo. 


          Serão desenvolvidas atividades para promover a substituição dos equipamentos de refrigeração antigos, seja pela aquisição de equipamentos novos, seja pela reforma dos equipamentos usados e substituição dos CFCs por fluidos alternativos.

         Outras menções importantes são o uso de Brometo de Metila e HCFC, sendo ambos  alternativas mais ecológica aos CFC's, porém ainda podem causar dano devido aos halogênios em suas composições.


          As Nações Unidas estimaram em um relatório anterior que, sem o pacto, em 2030, dois milhões de casos extras de câncer de pele seriam registrados por ano no mundo.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Influências do TEDx na Sustentabilidade Ambiental

              O TEDxYouth@PortoAlegre foi um evento organizado por voluntários do segundo ano do ensino médio do Colégio Anchieta de Porto Alegre, com a participação de conselheiras do terceiro ano e da curadoria formada por professores Anchietanos e da Unisinos. O tema do evento foi Pensamento em Movimento, no espírito de compartilhar ideias e experiências, visando inspirar os alunos. O TEDxYouth@PortoAlegre contou com a participação de speakers de três estados, alunas, funcionários e professores do Anchieta.
              A educação social e ambiental é, sem dúvida, indispensável no desenvolvimento do jovem, e o TEDxYouth@PortoAlegre traz um pouco disso pra dentro da escola. É importante que o currículo escolar, além das matérias obrigatórias, seja composto por atividades ligadas ao ambientalismo, ao trabalho voluntário, à compreensão da sociedade, da política e da economia, além de outras áreas não contempladas.
              Ambientalismo e trabalho voluntário: esses foram os temas das talks de Bruna Amorim e Sofia Calderano. São assuntos que, sem dúvida, exercem um grande impacto na sociedade, principalmente em tempos de um individualismo egoísta, seja para/com pessoas ou meio-ambiente.



             Bárbara, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, falou sobre seu projeto ecológico, que consiste na reutilização do saco que envolve o cimento na fabricação de blocos ecológicos: “tijolos” resistentes usados na construção civil. O projeto rendeu a jovem um convite para o Fórum Mundial de Ciência, em Londres, além de uma nova consciência sobre questões ambientais que afetam o Brasil e o mundo. Bárbara falou sobre a quantidade de lixo produzida pelos seres humanos e questionou essa necessidade culturalmente construída de consumir e, logo, produzir lixo.
                 Dar visibilidade a um tema como esse, ainda mais no meio jovem, é de suma importância para o futuro do planeta. Por quê? Bom, os estudantes que assistiram a talk da Bárbara desenvolveram, nem que seja um pouquinho, uma nova consciência ambiental. Talvez passem a prestar mais atenção no lixo que produzem, seja ele em casa, na escola, no shopping; talvez passem a se policiar quanto ao desperdício de água; talvez se interessem bastante pelo assunto e busquem um conhecimento mais aprofundado; talvez passem a conscientizar as pessoas com as quais convivem. A fala de Bárbara foi, com certeza, um gatilho para novas pequenas ações que, posteriormente trabalhadas em sala de aula, podem ter grandes resultados.



             A mentalidade de que pequenas ações podem mudar o mundo é importantíssima para inspirar pessoas a mudar seus hábitos e os hábitos da sua comunidade, mas devemos sempre manter o senso crítico de que vivemos em um mercado voltado para o consumo. Isso quer dizer que somos, desde pequenos, influenciados – treinados – para consumir e produzir lixo; e não se importar com esse lixo. E essa superestrutura não será mudada com pequenas ações, embora elas sejam importantes.



             Sofia começou falando sobre sua trajetória no trabalho voluntário, desde sua primeira jornada de construção até sua quarta. Isso mesmo, Sofia já participou de quatro jornadas de voluntariado. A jovem abordou algumas questões sociais em sua talk, como a vulnerabilidade da população pobre do Brasil, as barreiras que são derrubadas diariamente pelos moradores de periferia – desde preconceitos e estigmas até fome e cansaço – e comentou sobre a meritocracia. Em sua talk, Sofia disse:


“Durante minhas jornadas de construção, conheci pessoas maravilhosas; pessoas realmente boas, com um coração bondoso, sempre dispostas a ajudar e a superar obstáculos. Elas mereciam tudo de bom que a vida tivesse para oferecer; mereciam o mundo. Mas viviam em condições extremamente precárias, em casas improvisadas. E foi ali que eu percebi que eu tenho a chance de estudar numa das melhores escolas do Rio de Janeiro, tenho a garantia de café, almoço e janta, tenho suporte e estrutura familiar e econômica – não porque mereço, mas porque tive sorte. O que me separa daquelas pessoas é a sorte.”
           Sofia, sem dúvida, já mudou a vida de muitas comunidades em situação de vulnerabilidade. Já entrou e saiu da vida de muitas pessoas que a TETO ajudou. Mas disse que o trabalho voluntário não muda apenas o ambiente externo e a vida de outras pessoas, muda a do voluntário também. Muda a forma de ver o mundo, muda a forma de tratar as pessoas, de cuidar da natureza – muda a forma de viver. O voluntariado é como uma nova vida, uma vida melhor.
           A jovem fechou sua talk com a seguinte pergunta: o que você vai fazer pra mudar o mundo?